Adoro fotografar pessoas em jardins bonitos e em praias sem fim, mas começar a fazer sessões em casa é um caminho sem retorno. Adoro! No caso dos casais, onde geralmente o homem sofre de Síndrome-de-não-entusiasmo-em-tirar-fotos, facilita muito a experiência.
A nossa casa não nos pede favores nem formalismos, a ela basta-lhe sermos nós próprios. Entre quatro paredes que são só nossas, temos tudo o que é preciso para guardar memórias felizes: o conforto, a segurança, a manta e o sofá, as rotinas, a serenidade, a caneca de chá e a coragem dos mais tímidos em frente às câmeras.
Não precisamos de grande esforço para criarmos verdade em nossa casa. Ela já nos conhece os hábitos, os mimos, os beijos na testa e a forma como entrelaçamos as pernas.
Entrei descalça, desinfetada e de máscara no templo sagrado da Gi e do Vitor para lhes guardar as memórias dos tempos de pandemia, que se revelaram estranhos e confusos, mas que também trouxeram à tona as mãos mais apertadas, o amor mais fortificado.
Mesmo quando o mundo é um antro de notícias tristes, que nos valha termos alguém com quem dividir a manta do sofá..